Como investidores anjo influenciam o caminho das startups

Assim como na Apple, investidores anjo foram fundamentais para a história de unicórnios como a Google...

Rubens Approbato

Rubens Approbato · 4 Jan 2019

Como investidores anjo influenciam o caminho das startups

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O Apple I foi um MVP (minimum viable product) e vendeu umas 200 unidades pelo preço, um tanto cabalístico, de US$ 666. Jobs e Woz, animados, saíram atrás de financiamento para produzir, expor e vender o Apple II. Depois de mais de 80 tentativas frustradas, surgiu um investidor anjo, eu diria até que neste caso um investidor arcanjo, que topou colocar dinheiro e conhecimento no negócio: Mike Markkula Jr.

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Mike ajudou os dois Steves a crescerem como empresários e fazerem a Apple Computer Inc. decolar. Sem o trabalho de Markkula como investidor Anjo, talvez não existissem este MacBook Air onde estou digitando, este iPhone onde você está lendo este artigo e tampouco toda a revolução da indústria de computação que ocorreu a partir de 1976. Mike foi o anjo que acreditou e viabilizou um conceito desprezado e considerado inviável pelos titãs da época: IBM, DEC, HP, DATA GENERAL, XEROX, RCA. Mais que isto, acreditou em um hippie um tanto inseguro, rebelde e idealista que mudou o mundo várias vezes.

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Assim como na Apple, investidores anjo foram fundamentais para a história de unicórnios como a Google, com Ram Shriram, o Facebook, com Peter Thiel, o AirBnB, com Ron Conway, entre outros. Bons investidores anjo, trazem o smart money que vai além do financiamento de risco. O smart, do smart money é a dedicação, o ato de fé, o network, a experiência para ajudar o empreendedor a atravessar o vale da morte e levar a startups às rodadas maiores de investimento. As rodadas posteriores ao investimento anjo envolve investidores profissionais, como Venture Funds e Private Investors, pois a startup já terá se consolidado como uma empresa em fase de crescimento.

O investimento pessoal em empresas é uma atividade milenar e um fator crítico para o crescimento econômico de muitos países. O termo investidor anjo, no entanto, surgiu no início do século XX e se referia a investidores que arriscavam seu dinheiro nos custos de montagem e produção de peças na Broadway visando, além de promover a arte, uma participação no seu retorno financeiro. Nos idos dos anos1970 o termo foi transportado para investidores de apoiavam empreendedores com iniciativas visionárias. Em 2012, com a aprovação no congresso americano do JOBS act (Jumpstart Our Business Startup Act), o termo se popularizou.

A alcunha Investidor Anjo, no entanto pode levar a compreensão errada do papel e objetivo deste investidor. Este objetivo vai além do desejo de contribuir com avanços na sociedade e de ajudar jovens brilhantes, destemidos e algumas vezes arrogantes, a empreender. A meta é obter retornos compatíveis com os riscos assumidos. E estes riscos são altos: menos de 20% das startups conseguem chegar a uma rodada de investimento inicial e apenas 5 em 100 chegam a uma saída exitosa (IPO ou venda estratégica). Além disto, no Brasil, as leis tributarias e de proteção ainda pouco ajudam a tornar esta uma opção atrativa versus outras opções de investimento.

Assim, o investimento anjo requer uma carteira com ao menos 10 a 20 startups, visando um retorno entre 20% a 25% pre-tax. Devido a baixa taxa de sucesso esperada das startups, o anjo busca atrair para sua carteira aquelas com o potencial de dar ao menos 20 a 30 vezes o retorno sobre o capital aportado, através de uma estrutura de negócio escalável com baixo investimento.

A busca por este tipo de startups é difícil e a seleção é feita por critérios objetivos e subjetivos, sendo sempre o mais importante a qualidade do time empreendedor. Grupos de Anjos, como a Poli Angels, GV Angels, Harvard Angels, Anjos do Brasil, entre outros, são uma forma de maximizar a qualidade da busca e, por outro lado, realmente garantir à startup o acesso ao tão desejado smart money.

Anjos fazem parte do alicerce de um ecossistema de startups saudável e aumentam o grau de sucesso de todos os players: startups, empresas e fundos.

Rubens Approbato ·4 Jan 2019

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